25 de jul. de 2010

A nova maneira de estudar Português urge!

Olá, caros companheiros estudiosos da Língua, ou das Línguas; olá alunos, olá amigos da faculdade, olá parentes, olá povo! Como estão? Como vão os estudos normativos e descritivos? Farei uso, para justificar as primeiras palavras inseridas na nossa página, da expressão introdutória das cartas dos oradores romanos: Sī valēs, bene est; ego valeō. Resumindo: se estão bem, estou bem.



É apenas o início desta nossa tentativa revolucionária. Fiquem à vontade para entrar em contato comigo, um colega estudante, tudo bem? Devemos começar a trabalhar logo. Estamos passando por um momento marcante em toda a história da língua portuguesa e torna-se necessária a reavaliação dos conceitos sobre idioma oficial de uma nação, língua nacional e outros tópicos relacionados.



Alguém se arrisca a dizer o que acontece? Claro, imaginarão “ah... é o acordo ortográfico, né?” Sim, também; o que mais? Eu diria até que esse recente acordo veio para tentar, de certa maneira, impedir os acontecimentos aos quais me refiro. Antes de imaginarem o que mais ocorre neste momento, deixem-me expor algumas das intenções do nosso estudo aqui.



Sabemos que um sistema linguístico é dinâmico. A língua, ou melhor, uma língua é um sistema vivo. Vive desde que existam também seus praticantes, seus falantes. Quando ouvimos falar de uma língua morta, estamos falando de um sistema linguístico que perdeu seus praticantes, seus falantes, entendem? O latim está ‘morto’ por que não há mais falantes que se comunicam em latim de uma maneira fluente, natural, espontânea em situações cotidianas. Ok?



Sendo assim, podemos concluir que uma língua está sempre sujeita ao metamorfismo durante sua trajetória na linha temporal. Não estou dizendo que toda língua vai morrer um dia, isso não é uma constante em todos os sistemas linguísticos; mas a morte de uma língua é algo que pode perfeitamente acontecer (como infelizmente já aconteceu com várias das nossas línguas indígenas).



Já entrando no nosso Português de cada dia, podemos dizer que nossa língua não é a mesma língua do ano de 1.500, concordam? Certo, muito bom; ficou claro, então, que o tempo altera tudo, até a língua - como diria ele, Saussure. Fica claro também que o fator tempo não é o único atuante na evolução de uma língua; conseguem perceber isto? Sim, claro, pois é só tentar responder à seguinte pergunta: “Por que há diferenças entre a língua falada em Portugal e a língua falada aqui no Brasil?”. Diga o que acha? Imagine algumas possíveis respostas. Certo, isso o ajudará a entender melhor o que está acontecendo de histórico na língua portuguesa neste exato momento enquanto praticamos aqui o ato comunicativo, eu e você. Consegue perceber algo maior agora?



Se no intervalo de 500 anos conseguimos obter tantas distinções nas línguas dos dois países, digam-me (ou me digam... sem grilo): como imaginam a língua do Brasil e de Portugal daqui a mais 500 anos? As primeiras hipóteses começam a surgir, não é?



Vamos agora falar do projeto dos nossos estudos.



Estudaremos a gramática normativa. Sim, nós vamos estudar gramática pura, aplicada! E antes que algum linguista que esteja lendo possa se revoltar, ou mesmo aquele sujeito que odeia a gramática, digo que o estudo que proponho é o aplicado. Esqueçamos, pelo menos aqui, a ‘briga’ entre linguística e gramática. É necessário planejar uma nova maneira de ensinar a disciplina língua portuguesa; pois se sabe que nossa língua já não é a mesma de 500 anos atrás e nem de 100, 50 ou 10 anos atrás. Por que, então, o ensino regular ainda parece ser a mesma coisa? Concordam que há uma violação gigantesca ao paralelismo das duas variáveis? É isso que diminuiremos aqui. Veremos as primeiras aparições de um ensino novo, uma coisa mais voltada para a realidade do nosso idioma; o idioma da nação brasileira. Eu só estou aqui para contribuir, pois isso aos poucos  já vem aparecendo em vários pontos do sistema linguístico brasileiro. Já temos estudiosos que se empenham em descrever a realidade linguística brasileira como o mestre Carlos Bagno e o Dr. Ataliba Castilho.  De acordo com eles, o correto hoje é o Português falado no Brasil, entendem? É assim que se deve falar e é assim que iremos definir em nossos estudos a língua oficial da nação brasileira.



Proponho estudos aplicados à realidade do Português falado no Brasil. Língua que, possivelmente, daqui a mais 500 anos, possa ser chamada de Brasileiro. Em cada matéria, iremos respeitar todos os fatores dessa realidade, ok? Proponho um bom projeto para o novo estudo da gramática. A intenção dessa nova maneira de se estudar Português, além de voltar o ensino pra algo mais real, é diminuir a tensão e dificuldade que os alunos ainda encontram quando se deparam com as regras e complexidades dessa matéria. São coisas realmente absurdas. Hoje eu concordo totalmente quando um aluno do ensino médio chega pra mim e fala “eu nunca vou falar ou escrever assim na minha vida, cara!” Vamos tratar disso. É urgente! Mas claro que para que isso se concretize, teremos que dissecar a gramática. Iremos saber como – raios! – funcionam os períodos compostos por subordinação com orações subordinadas substantivas objetivas diretas ou completivas nominais... nossa! Já aviso que teremos que aprender isso, mas de uma maneira diferente, prometo! Isso não irá nos abandonar tão cedo, por isso, temos que tentar mudar a maneira de aprender ou ensinar tais assuntos.



Não se preocupem, pois esse novo Português será infiltrado nas escolas aos poucos. Os veículos na internet estão aí, ou aqui, com uma importante função; são mais um degrau na evolução linguística. A revolução no ensino é iminente.



Dica: caso não encontrem a matéria desejada na nossa página, coisa comum devido à recente criação do blog, peço para que entrem em contato comigo. Meu endereço de e-mail está ali na aba “Tô aqui”. Mandem-me a sugestão e prometo que postarei sobre.



Iremos seguir o mesmo caminho de qualquer gramática. O nosso primeiro tema será “A produção dos sons da fala”. Entraremos na fonética e fonologia e tentaremos deixar mais claras as definições, conceitos etc. apresentados nas gramáticas.





A primeira matéria de nossos estudos será postada em breve. Começaremos pela fonética e pela fonologia. A primeira postagem será A produção dos sons da fala. Até lá!



Um abraço e bons novos estudos.



Saudações gramaticais!



Fagner Pinheiro – Letras 2010

Um comentário:

  1. Fá, Adorei o blog!
    Estarei sempre por aqui para poder melhorar meu português e aprender também com as curiosidades de nossa língua!
    Estudioso como é, tenho certeza de que terá muito a me acrescentar!
    Beijos!

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